Notícias da Paróquia

Dia Mundial dos Pobres

Este pobre clama e o Senhor o escuta (Sl 34, 7)


Queridos irmãos e irmãs, a Igreja nos convida a celebrar o Dia Mundial dos Pobres no dia 18 de novembro,  XXXIII Domingo do Tempo Comum, como apelo para nossas comunidades e famílias a se abrirem a um verdadeiro encontro e partilha que se torne estilo de vida, prova da nossa autenticidade evangélica.

O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Papa Francisco na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia. Os pobres, diz o Santo Papa, não são um problema, mas “um recurso para acolher e viver a essência do Evangelho”.

O Santo Padre assinalou em sua mensagem que “não é de protagonismo que os pobres precisam, mas de amor que sabe esconder-se e esquecer o bem realizado”. O objetivo é “que todas as nossas comunidades se tornem, em todo o mundo, sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e mais carenciados.” Esta iniciativa do Papa não é assunto e missão para um só dia.É incentivo de um renovado ânimo para a pastoral da caridade na Igreja. O Papa quer que “se instale uma tradição que seja contribuição concreta para a evangelização do mundo”.

Nesse sentido, aquele que se coloca a serviço dos pobres é instrumento nas mãos de Deus para fazer reconhecer a sua presença e a sua salvação. Portanto, diante dos pobres não se trata de jogar para ter a primazia da intervenção, mas podemos reconhecer humildemente que é o Espírito quem suscita gestos que são sinal da resposta e da proximidade de Deus.

O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio. É a oportunidade de sermos bons samaritanos.

Em sua mensagem para este dia, o Papa Francisco medita sobre um versículo do Salmo 34: Este pobre grita e o Senhor o escuta. Para escutar os pobres, destaca o Santo Padre: “É do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a voz deles. Se falarmos demasiado, não conseguiremos escutá-los. Muitas vezes, tenho receio que tantas iniciativas, apesar de meritórias e necessárias, estejam mais orientadas para nos satisfazer a nós mesmos do que para acolher realmente o grito do pobre”.

E assegura: “A resposta de Deus ao pobre é sempre uma intervenção de salvação para cuidar das feridas da alma e do corpo, para repor a justiça e para ajudar a recuperar uma vida com dignidade. A resposta de Deus é também um apelo para que quem acredita n’Ele possa proceder de igual modo, dentro das limitações do que é humano“. O Papa ainda esclarece o sentido da data: “O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio. Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e, contudo, pode ser um sinal de partilha para com os que estão em necessidade, para sentirem a presença ativa de um irmão e de uma irmã. Não é de um ato de delegação que os pobres precisam, mas do envolvimento pessoal de quem escuta o seu grito. A solicitude dos crentes não pode limitar-se a uma forma de assistência – mesmo se esta é necessária e providencial num primeiro momento –, mas requer aquela ‘atenção de amor’ (EG, 199) que honra o outro enquanto pessoa e procura o seu bem”.

Que este dia seja celebrado com a marca da alegria pela redescoberta capacidade de estarmos juntos, como irmãs. O celebremos numa atitude de serviço, na certeza de que ao acolhermos os mais necessitados e frágeis, como irmãos, superando as diferenças e preconceitos, é ao próprio Cristo que estaremos acolhendo e servindo. Trata-se de um momento privilegiado de nova evangelização. Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Neste dia, sintamo-nos todos devedores para com eles, a fim de que, estendendo reciprocamente as mãos uns para os outros, se realize o encontro salvífico que sustenta a fé, torna concreta a caridade e habilita a esperança a prosseguir segura no caminho rumo ao Senhor que vem, nos diz o Papa em sua mensagem.

25 de outubro de 2018
Memória litúrgica de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão

Pe. Ueliton Neves da Silva
Pároco

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