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Itabira, 17 de junho de 2021

Apelo dos bispos de Uganda pelo fim da violência e pela paz

07/06/2021 . Notícias da Igreja

O apelo dos Bispos coincide com a memória litúrgica de São Carlos Lwanga e Companheiros, os mártires católicos e anglicanos mais famosos do país africano, vítimas das perseguições anticristãs perpetradas no final do século XIX.

“Apelamos a todos os cristãos e pessoas de boa vontade para rezar e trabalhar pela paz em nosso país”: eis a exortação da Conferência Episcopal de Uganda (UEC) em mensagem divulgada, na última quinta-feira (3/6), por ocasião do Dia Nacional dos Mártires de Uganda.

O apelo dos Bispos coincide com a memória litúrgica de São Carlos Lwanga e Companheiros, os mártires católicos e anglicanos mais famosos do país africano, vítimas das perseguições anticristãs perpetradas no final do século XIX.

A Igreja recorda o dia em que, em 1886, estes mártires foram queimados vivos na colina do Namugongo: “Há muita violência no país como assassinatos e torturas, conflitos de terras e corrupção. Para matar, são usados facões, lanças e pistolas. Mas, tudo isso deve acabar, porque não se pode rezar pela paz, enquanto são cometidas brutalidades”.

Dirigindo-se ao mundo carcerário, os Bispos ugandenses lançam um apelo pela libertação de presos políticos ou acusados injustamente: “Não podemos falar de paz enquanto tantas pessoas sofrem”.

Os Bispos recordam também a terrível pandemia de Covid-19 que, em Uganda, contagiou quase 41 mil pessoas e, até agora, causou mais de 330 vítimas: “Agradeçamos a Deus, que nos acompanhou nestes tempos difíceis, e rezemos para que continue nos defendendo. Com os Mártires de Uganda, ajude-nos a superar esta emergência no campo da saúde”.

A mensagem dos Bispos ugandenses foi assinada pelo Presidente da Conferência Episcopal, Dom Joseph Anthony Zziwa, que também a leu ao término da Santa Missa, presidida no Santuário de Namugongo, na Arquidiocese de Kampala. Geralmente, muitos peregrinos de todo o país participam, todos os anos, desta celebração; mas, devido à pandemia, a participação foi muito reduzida, para evitar a propagação de contágios.

Dom Silverius Jjumba, Bispo de Masaka, proferiu a homilia durante a celebração Eucarística, destacando: “Embora a emergência pandêmica tenha desmembrado o Corpo de Cristo, os fiéis não devem desanimar diante desta terrível situação”. Por isso, o Bispo fez um convite: “Aceitar a vontade de Deus e ver, nas circunstâncias atuais, uma oportunidade para se aprofundar, espiritualmente, o exemplo dos Mártires ugandenses, a sua fé, caridade e amor a Deus, selados pelo seu derramamento de sangue”.

Nestes tempos de pandemia, concluiu Dom Jjumba, “Deus nos convida a um maior desapego dos bens e dos excessos exteriores, na celebração do dia 3 de junho, mas também a dar mais valor ao verdadeiro sentido da comemoração dos nossos Mártires”!

Os Mártires de Uganda foram proclamados Beatos por Bento XV, em 1920, e canonizados por Paulo VI, em 18 de outubro de 1964, durante o Concílio Vaticano II. Este mesmo Papa, durante sua visita a Uganda, em 1969, consagrou o altar-mor do Santuário de Namugongo, construído no lugar do martírio de São Carlos Lwanga e Companheiros. A forma desta igreja evoca a tradicional cabana africana, colocada sobre 22 pilares, que representam os 22 Mártires católicos.

Em 28 de novembro de 2015, durante a sua 11ª Viagem apostólica, que o levou a Uganda, o Papa Francisco celebrou Missa no mesmo Santuário, depois de visitar a vizinha Igreja Anglicana, também dedicada aos mártires ugandenses.

Vatican News Service – IP/MT
Foto de capa: Pintura dos Mártires de Uganda