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Itabira, 18 de outubro de 2021

Bicentenário do México. O Papa: que a Morenita os leve à comunhão e à vida plena

28/09/2021 . Notícias da Igreja

É necessário reler o passado, purificando a memória para fortalecer as raízes e viver o presente, construindo o futuro com alegria e esperança. Assim escreve o Papa Francisco, por ocasião do Bicentenário de Independência do México. O Papa aponta a necessidade de reconhecer os erros do passado, e pede para não ignorar as ações que foram cometidas contra o sentimento religioso. Convida a lembrar os valores que os constituíram como povo: independência, união e religião.

Vatican News

“O aniversário que vocês estão celebrando, convida a olhar não só para o passado para fortalecer suas raízes, mas também para continuar vivendo o presente e construir o futuro com alegria e esperança, reafirmando os valores que o constituíram e o identificam como Povo.” É o que escreve o Papa Francisco numa carta ao presidente do Episcopado Mexicano, dom Rogelio Cabrera López, por ocasião do Bicentenário da Declaração de Independência do país.

Uma ocasião propícia para fortalecer as raízes e reafirmar valores

O Santo Padre Francisco, na carta assinada na Basílica de São João de Latrão, em 16 de setembro, afirma que “celebrar a independência é afirmar a liberdade, e a liberdade é um dom e uma conquista permanente”. É por isso que ele se une “na alegria desta celebração”. Ao mesmo tempo, o Bispo de Roma expressa sua esperança de que este aniversário especial “seja uma ocasião propícia para fortalecer as raízes e reafirmar os valores que nos constroem como nação”.

Reler o passado purificando a memória

A reflexão do Papa na carta aponta para o caminho do fortalecimento das raízes através da “releitura do passado”, levando em conta “tanto as luzes quanto as sombras que forjaram a história do país”. “Este olhar retrospectivo inclui necessariamente um processo de purificação da memória, ou seja, reconhecer os erros cometidos no passado, que têm sido muito dolorosos”, escreve o Papa. “É por isso que, em várias ocasiões, tanto meus predecessores como eu pedimos perdão pelos pecados pessoais e sociais, por todas as ações ou omissões que não contribuíram para a evangelização”, explica.

Não ignorar o sentimento religioso cristão

Na mesma perspectiva, o Papa assinala que “também não podemos ignorar as ações que, em tempos mais recentes, foram cometidas contra o sentimento religioso cristão de uma grande parte do povo mexicano, provocando assim um sofrimento profundo”. Imediatamente depois, ele afirma que as dores do passado não são evocadas para “permanecer” ali, “mas para aprender com elas e continuar tomando medidas para curar as feridas, para cultivar um diálogo aberto e respeitoso entre as diferenças, e para construir a tão almejada fraternidade, dando prioridade ao bem comum sobre os interesses particulares, tensões e conflitos”.

Independência, união e religião

Por todas estas razões, o Sumo Pontífice indica o caminho não apenas do fortalecimento das raízes, mas de continuar vivendo o presente, construindo o futuro com alegria e esperança, “reafirmando os valores que o constituíram e o identificam como povo”. Trata-se de valores pelos quais a nação mexicana lutou muito e pelos quais “muitos de seus antepassados deram suas vidas”: são os valores da “independência, da união e da religião”.

É neste ponto que o Bispo de Roma destaca “outro evento que sem dúvida marcará toda o itinerário de fé para a Igreja mexicana nos próximos anos”: a celebração, dentro de uma década, dos 500 anos das aparições de Guadalupe. Nesta comemoração, é bonito lembrar como a Conferência Episcopal Mexicana a expressou, por ocasião dos 175 anos de independência nacional, a imagem da Virgem de Guadalupe tomada pelo Padre Hidalgo do Santuário de Atotonilco, simbolizou uma luta e uma esperança que culminou nas “três garantias” da Iguala impressas para sempre nas cores da bandeira.

“Nossa Senhora de Guadalupe, a Virgem de Guadalupe, favoreceu a fraternidade e a liberdade, a reconciliação e a inculturação da mensagem cristã, não só no México, mas em todas as Américas”, recorda o Papa. A seguir, conclui:

“Que ela continue sendo para todos vocês a guia segura que os leva à comunhão e à vida plena em seu Filho Jesus Cristo.”

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