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Itabira, 28 de julho de 2021

Conheça os frutos da presença missionária da Igreja no Brasil no Haiti desde 2010

13/07/2021 . Notícias da Igreja

Ao longo desta semana o Portal da CNBB vai publicar uma série de reportagens e matérias sobre o projeto missionário intercongregacional Nazaré, desenvolvido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e Cáritas Brasileira no Haiti desde setembro de 2010, sete meses após o país ser abalado por um terremoto que atingiu 7 pontos na escala Richter e deixou cerca de 300 mil mortos.

No próximo sábado,  dia 17 de julho, às 11h, na capela Nossa Senhora Aparecida (sede da CNBB), uma Celebração Eucarística em Ação de Graças pela Missão no Haiti vai marcar a nova fase da presença da Igreja no Brasil naquele país. A celebração, a ser presidente pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portela Amado, será transmitida pelas redes sociais da CNBB, CRB e demais parceiros.

Presença missionária da Igreja do Brasil no Haiti

Primeiro grupo de missionárias no Haiti: Irmã Maria Aparecida dos Santos, da Congregação Pequenas Irmãs da Divina Providência; irmã Maria Aparecida da Silva Viana, da Providência de Gap.; e Maria Marcelina Xavier, do Instituto Pias Mestras Vinerini

 

Do período que imediatamente se seguiu ao terremoto de 2010, no Haiti, a CNBB e a CRB estabeleceram uma parceria para a criação do projeto missionário intercongregacional Nazaré.

Desde a origem, a missão foi conduzida e animada por congregações femininas. Nesse tempo, 19 congregações femininas colaboram com presença de suas religiosas e animação missionária brasileira no Haiti. A parceria foi prevista para a duração de 10 anos, tendo, portanto, terminado em 2020.

Em substituição a esta parceria e para não interromper o trabalho das religiosas brasileiras no Haiti, as congregações femininas firmaram uma nova parceria, agora entre si, sem a gestão direta da CNBB e da CRB, as quais, porém, permanecerão acompanhando e ajudando. Agora, na nova fase, a gestão será feita por uma Comissão Intercongregacional constituída por 5 religiosas de diferentes congregações.

Elas vão contar com o apoio da Rede Missionária Intercongregacional Ad Gentes, constituída inicialmente com a adesão de cerca de 90 congregações religiosas, após a aprovação na 25ª Assembleia Eletiva da CRB Nacional realizada em Brasília (DF), de 10 a 14 de julho de 2019. A missa do dia 17 de julho será o momento oficial de bênção da nova parceria e início oficial da missão, embora as religiosas já estejam por lá.

Frutos da Missão

Oficina de panificação com mulheres haitianas.

Por meio de um convênio firmado com a arquidiocese de Porto Príncipe, cujo prazo de duração estabelecido foi de 2010 a 2020, a CNBB, a CRB e a Cáritas Brasileira mantiveram uma presença missionária e amorosa da Igreja no Brasil no Haiti.

As primeiras missionárias brasileiras partiram para o Haiti em 20 de setembro do mesmo ano do terremoto com a missão de atuar em duas vertentes, mediadas pela ação evangelizadora e ação social. As primeiras irmãs batizaram a experiência de Comunidade Intercongregacional Nazaré.

Seis religiosas desenvolveram, no início, atividades a partir eixos de geração de renda e economia solidária, formação e saúde/nutrição. Em cada eixo havia os projetos específicos. O eixo de Geração de renda e economia solidária, por exemplo, chegou a beneficiar cerca de 500 pessoas com os projetos das cozinhas comunitárias, fabricação de doces e salgados, horta comunitária, cursos de corte, costura e bordado e artesanato.

O eixo de formação compreendeu o trabalho na mudança de mentalidade das pessoas em relação aos traumas e conflitos que surgiram após a tragédia de 2010. Neste caso, foi dada atenção psicológica e psicopedagógica aos participantes dos projetos. Ainda no âmbito da formação, foi oferecido pelas irmãs aprendizado em arte e música. Um livro memória sobre a presença missionária da Igreja no Brasil está sendo escrito a partir das memórias das pessoas que vivenciaram a experiência.

O projeto foi assumido ao longo dos últimos 10 anos e meio por 19 congregações femininas que cederam irmãs de suas famílias religiosas para compor a comunidade Nazaré e atuar na missão. Segundo a irmã Maria de Fátima Kapp, assessora executiva da CRB, os 10 anos e meio desta primeira fase constituíram um período intenso de labuta missionária, um caminho fecundo de atividades vivas e expressões de compaixão com o povo haitiano.

Ela lembra que, num primeiro momento, as irmãs se colocaram em uma atitude de escuta e acolhida. “O grupo de religiosas sempre contou com uma religiosa psicóloga para prestar um atendimento humanitário capaz de ajudar as pessoas a superarem os traumas”, disse.

Inauguração do Centro Social de Evangelização no bairro Coral Cesselesse. Fotos: arquivos do projeto missionário intercongregacional Nazaré

O trabalho também aos poucos organizou grupos de mães, jovens, adolescentes e crianças em torno à iniciativas para combater a fome como a organização de uma horta comunitária e familiar, a criação de frangos, coelhos e organização de cozinhas comunitárias.

As irmãs conseguiram, por meio de inúmeras parcerias, construir um Centro Social de Evangelização no bairro Coral Cesselesse, onde concentram-se a maior parte das famílias atingidas pelo terremoto. Neste local, passou a desenvolver atividades educativas e de formação cristã e espiritual. Também são realizadas no local oficinas de arte (música e teatro) e artesanato como alternativa de geração de renda

CNBB