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Itabira, 04 de agosto de 2021

Cristãos iraquianos recordam 13 anos do sequestro e morte do arcebispo de Mosul

02/03/2021 . Notícias da Igreja

Dom Paulos Faraj Rahho foi sequestrado em 29 de fevereiro de 2008 e seu corpo encontrado dias mais tarde em um cemitério abandonado em Mosul. A Igreja no Iraque também trabalha pela canonização de sacerdote, diáconos, religiosa e leigos assassinado por ódio à fé.

Em meio à preparação para receber o Papa Francisco, os cristãos iraquianos recordam o décimo terceiro aniversário do sequestro e assassinato do arcebispo de Mosul, Dom Paulos Faraj Rahho. Muitos pedem a abertura de novas investigações para esclarecer alguns mistérios que cercam sua morte.

De fato, em 29 de fevereiro de 2008, o carro em que o arcebispo viajava foi atacado por um comando armado. Dom Paulos Faraj Rahho acabava de sair da Igreja do Espírito Santo, onde havia celebrado o piedoso exercício da Via Sacra. O motorista e dois de seus colaboradores que estavam no veículo foram mortos imediatamente, enquanto o arcebispo foi levado para local ingorado. Seu corpo foi encontrado em 12 de março, nas proximidades de um cemitério abandonado no distrito de Karama, após dias de negociações tensas pela sua libertação. As causas de sua morte nunca foram definitivamente esclarecidas.

Neste período em que o Iraque aguarda a chegada do Papa Francisco, que também visitará Mosul, o portal de informações ankawa.com lançou um apelo para que o dossiê da investigação sobre o sequestro do arcebispo seja reaberto, na esperança de que os responsáveis pelo sequestro e morte possam ser identificados.

No período seguinte a 2003, o ano da operação militar liderada pelos Estados Unidos que causou o colapso do regime de Saddam Hussein, a cidade de Mosul foi palco de uma escalada de violência, crimes e sequestros, que tiveram como alvo especialmente as comunidades cristãs locais.

O Sínodo dos Bispos Caldeus, já em setembro de 2016, havia colocado na ordem do dia de uma de suas reuniões, a necessidade de iniciar os processos de beatificação por martírio do arcebispo, bem como do sacerdote caldeu Ragheed Aziz Ganni e da irmã Cecilia Moshi Hanna, morta em Bagdá em 2002.

Em maio de 2018, a Congregação para as Causas dos Santos concedeu o Nihil Obstat solicitado, para o início do processo de canonização do padre Ragheed Ganni e dos três diáconos – Basman Yousef Daud, Wahid Hanna Isho e Gassan Isam Bidawid – todos assassinados por um comando armado, que em 3 de junho de 2007 atacou a Igreja do Espírito Santo em Mosul.

Já no final de outubro de 2019 terminou a fase diocesana da Causa de Beatificação e Declaração do Martírio dos 48 servos de Deus assassinados em 31 de outubro de 2010 em Bagdá pelo comando terrorista que atacou a Igreja sírio-católica dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Agência Fides – GV

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