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Itabira, 25 de outubro de 2021

GT Emergentes realiza reunião de escuta com indígenas, quilombolas e povos ribeirinhos

16/06/2021 . Notícias da Igreja

Para promover a partilha e a escuta das lideranças indígenas, quilombolas, dos povos ribeirinhos e sem-terra, o Grupo de Trabalho (GT) Emergentes do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reuniu-se no dia 15 de junho. O encontro on-line contou com representantes da Cáritas, CPT – Comissão Pastoral da Terra, Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Pastoral Afro-brasileira.

O GT é formado por Dom Vicente de Paula Ferreira, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG); Dom Geovane Luís da Silva, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG); Dom Francisco Cota de Oliveira, Bispo da Diocese de Sete Lagoas (MG); Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, Bispo da Diocese de Guanhães (MG) e referencial da Comissão para a Ação Social Transformadora e Pe. Roberto Marcelino de Oliveira, secretário executivo do Leste 2.

De acordo com Dom Geovane, neste primeiro momento o trabalho do GT é desenvolver a escuta ativa. “Nós já temos conhecimento de diversas ações positivas que estão sendo realizadas no cuidado com os indígenas e também queremos nos informar sobre a atual situação dos quilombolas e dos povos tradicionais”, informou. “Além de ouvir a todos, nos colocamos a disposição para unir forças em defesa da vida”, completou.

Na ocasião, os participantes falaram sobre os conflitos de terra, a realidade em que atua e as expectativas para o trabalho. Josiany, representante da Pastoral Afro-brasileira, informou que um Conselho, que integra cinco comunidades quilombolas, foi criado para facilitar o trabalho das Pastorais Sociais na Comunidade Negra Rural e Quilombola de Santa Cruz, município de Ouro Verde de Minas (MG). “Espero que com o Grupo de Trabalho, a Igreja exerça cada vez mais sua Missão no fortalecimento dos povos indígenas e que a nossa caminhada abrace aos que estão necessitando”.

Dom Francisco, comunicou aos participantes que o GT pretende coletar os mapeamentos das comunidades, que foram feitos pelas Pastorais e Organismos do Regional. “A partir desse material, nós podemos criar uma agenda com todas as questões sociais dos indígenas, quilombolas e dos povos ribeirinhos”.

No encerramento da reunião, Dom Vicente agradeceu a todos e todas que se empenharam em estar presentes. E Dom Otacílio finalizou dizendo que “seremos um grupo para dialogar, levantar questões sociais e apoiar as lutas. Não se trata de criar mais uma estrutura e sim de fortalecer os Movimentos e Organismos que já existem e atuam no Regional”.

Fonte: CNBB LESTE 2