Palavra do Padre

Na ternura do Coração de Jesus celebramos nossa fé

Queridos irmãos e irmãs, alegria e paz.

Iniciamos um novo mês, e neste tempo novo se renova também a nossa esperança por dias melhores. A Igreja celebra e dedica este mês ao Sagrado Coração de Jesus. Já no início celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade, mistério central da nossa fé. É ela que nos identifica como cristãos e nos faz contemplar o mistério de Deus que incessantemente cria, redime e santifica, sempre com amor e por amor e a toda criatura que o acolhe, dá a oportunidade de refletir um raio de sua beleza, bondade e verdade. Deus é uma “família” de três Pessoas que se amam tanto a ponto de formar uma só. Esta “família divina” não está fechada em si mesma, mas está aberta, comunica-se na criação e na história. Entrou no mundo para chamar todos a fazer parte dela. O horizonte trinitário de comunhão envolve-nos todos e estimula-nos a viver no amor e na partilha fraterna, na certeza de que onde há amor, há Deus.

 Celebramos também Santo Antônio, homem caridoso e de grande sensibilidade para com os pobres. Celebramos ainda São João, e normalmente realizamos as tradicionais festas próprias deste mês com quadrilhas e comidas típicas, mas neste ano estamos impossibilitados de realizar tais festas. No final do mês iremos celebrar São Pedro e São Paulo, oportunidade de enfatizar a característica apostólica da Igreja, já que essas duas colunas da Igreja mostram com muito mérito o que significa viver uma vida apostólica.

Podemos afirmar que a Igreja é apostólica em três sentidos: o primeiro porque ela foi e continua sendo construída sobre “o fundamento dos apóstolos” (Ef, 2,20); o segundo, porque ela “conserva e transmite, com a ajuda do Espírito que nela habita o ensinamento, o depósito precioso e as salutares palavras ouvidas da boca dos apóstolos”; o terceiro, porque os sucessores dos apóstolos continuam a ensinar, santificar e dirigir esse corpo até a volta de Cristo. Esses sentidos são muito importantes e configuram para nós a segurança de que a Igreja é hoje a mesma que foi fundada por Jesus.

Celebramos neste mês também a Solenidade de Corpus Christi. Nesta Solenidade, a Igreja presta à Eucaristia um culto público e solene de adoração, gratidão e amor, sendo a procissão de Corpus Christi uma das mais importantes em toda a Igreja Universal. Neste ano, diferente como nos anteriores, não teremos nossos lindos tapetes que normalmente são confeccionados com muito carinho por tantas pessoas com tanta criatividade dando um toque especial, com o uso dos mais diversos materiais, como serragem e pedras coloridas, borra de café, flores, areia, entre outros para que Jesus Sacramentado possa passar. Mesmo limitados não celebraremos com menos fé e nem deixaremos de celebrar com alegria. Celebrar a Eucaristia e partilhar o corpo e o sangue do Senhor é comprometer-se em partilhar o que se tem e, sem dúvida, partilhar a própria vida como fez Jesus e continua fazendo na Eucaristia.

Na segunda sexta-feira pós Corpus Christi celebramos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e o dia de oração pela santificação do clero. A morte de cruz foi, na vida de Jesus, a expressão consumada de seu amor pela humanidade pecadora e de sua fidelidade ao Pai. Ela resumiu seu projeto de serviço ao Reino de Deus e comprovou que sua vida estava totalmente centrada no Pai.

A cena do coração de Jesus transpassado pela lança, com o consequente jorrar de água e sangue, é carregada de simbolismo sacramental. Do coração de Jesus brotou a água do Batismo, que purifica o cristão do pecado e refaz seu relacionamento com Deus. Pelo Batismo, o cristão se converter ao amor e ao perdão, redescobre a importância da comunhão fraterna e passa a fazer parte do povo novo, salvo por Jesus. O sangue jorrado do coração de Jesus simboliza a Eucaristia.

O coração transpassado não correspondeu à pura constatação de que Jesus, realmente, tinha chegado ao fim. Pelo contrário, a abundância de água e sangue aponta para a inauguração de tempos novos. Do coração aberto nasce a Igreja, cuja missão é levar adiante a obra redentora de Jesus e manter viva sua memória na consciência da humanidade, mediante um testemunho de vida modelado em Jesus. Seu coração é um apelo aos cristãos para viverem o amor e manifestarem sua fidelidade ao Pai, até o extremo.

Dentre tantos motivos, como os apresentados acima, rendemos graças a Deus pelos 55 anos de instalação canônica da nossa Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano que foi criada no dia 14 de junho de 1965. Temos uma linda história de luta, de missão, de evangelização ao longo de todo este tempo. Somos gratos a Deus por tantas e tantas pessoas que deram a vida pela nossa Diocese nas mais diversas pastorais, movimentos e serviços as       quais já se encontram junto de Deus mas também de tantas outras que continuam sua missão e não medem esforços na ação pastoral e missionária de nossa Igreja Diocesana.

Celebremos com alegria nossa fé unindo nosso coração ao de Jesus para que seja tal como o dele, manso e compassivo. Ao celebrarmos nossa fé, renovemos nossa esperança de dias melhores em nossas vidas.

Que Deus nos abençoe e nos fortaleça renovando nossa esperança em tempos tão sombrios como os que estamos vivendo. Que o Espírito Santo aqueça nosso coração e ilumine nossos passos para que a luz do Senhor brilhe por onde formos.

Pe. Ueliton Neves da Silva
Pároco

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