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Itabira, 05 de agosto de 2021

Presidente da CNBB fala das perspectivas pastorais para a Igreja no Brasil em 2021: “somos chamados a contribuir na construção da fraternidade social”

20/01/2021 . Notícias da Igreja

Dando sequência à série de entrevistas: “Igreja no Brasil – perspectivas pastorais 2021” que o portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) começou com o secretário-geral, dom Joel Portella Amado, em 31 de dezembro de 2020, hoje publicamos mais uma entrevista com um dos membros da presidência da Conferência. Desta vez, fala o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Segundo o presidente da CNBB, o desafiador ano de 2020 exigiu a reorganização de diferentes instituições sociais, sem exceções, entre elas a Igreja no Brasil. “A Igreja precisou se fortalecer ainda mais no serviço aos mais pobres, com ações solidárias emergenciais. Ao mesmo tempo, considerando a exigência do distanciamento social, importante para conter a propagação da Covid-19, reconfigurou a sua ação evangelizadora, avançando aceleradamente na adequada utilização de novas tecnologias para proclamar a Palavra de Deus”, disse.

Dom Walmor: “Sejamos testemunhas da fraternidade em nossas comunidades”. Foto: Ascom arquidiocese de Belo Horizonte (MG).

O presidente da CNBB destacou ainda que a Igreja no Brasil, em cada comunidade eclesial missionária, diante da dor da humanidade, avançou na sua tarefa de ser Casa da Palavra, Casa do Pão, Casa da Caridade e Casa da Missão, em referência aos pilares das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023), aprovadas na 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em maio de 2019, em Aparecida (SP).

Cultivar a Esperança

De acordo com ele, apesar deste momento tão adverso vivido pelo mundo e pela Igreja no enfrentamento à pandemia, é possível cultivar a esperança neste novo ano. Para projetar 2021, dom Walmor aponta ser necessário contemplar o caminho já percorrido, no horizonte das Diretrizes Gerais para Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. “O que as comunidades eclesiais missionárias têm feito, neste tempo de pandemia, é exercício encorajador para dar novos passos”, disse.

É preciso reconhecer que o fortalecimento da Igreja a partir das DGAE 2019-2023 constitui processo contínuo, interligado com as Diretrizes precedentes, com os documentos da Igreja. Um caminho de amadurecimento permanente, que somos chamados a trilhar, na fidelidade ao que Jesus pede a cada pessoa: anunciar o Reino de Deus a toda criatura”, apontou.

Dom Walmor indica que para dar novos passos nessa missão, a Igreja no Brasil precisa ser cada vez mais acolhedora, para que todos se sintam reconfortados, amparados, nas muitas comunidades eclesiais. “A comunidade eclesial deve ser um lar para todos. Essa perspectiva nos aproxima dos primórdios da Igreja e, ao mesmo tempo, indica-nos a nossa responsabilidade neste tempo: contribuir com a construção da fraternidade social, conforme nos pede o Papa Francisco”, reforçou.

Sejamos testemunhas dessa fraternidade em nossas comunidades, respeitando as diferenças que tanto enriquecem a nossa unidade. Assim evangelizamos em muitos contextos, especialmente nas regiões mais urbanizadas, onde os laços de fraternidade se enfraquecem, as pessoas padecem com a solidão e com relações superficiais”, exortou.

Fonte: CNBB